Entenda o que é depressão resistente e como a escetamina intranasal pode ajudar. Aula do Dr. Lucas Giraldelli, diretor clínico da MentalDoc.
A depressão é uma das principais causas de incapacidade no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, cerca de 30% dos pacientes não respondem adequadamente aos tratamentos convencionais, caracterizando o quadro de depressão resistente ao tratamento (DRT).
Diante desse cenário, novas abordagens têm sido desenvolvidas — e uma das mais promissoras é o uso da escetamina intranasal.
Aula clínica aborda escetamina intranasal
No dia de ontem, 18 de março de 2026, o Dr. Lucas Giraldelli, fundador e sócio diretor clínico da MentalDoc Psiquiatria, ministrou uma aula sobre tratamento da depressão resistente, com foco no uso da escetamina intranasal e nas diretrizes mais recentes da psiquiatria baseada em evidência.
Essa discussão é especialmente relevante para pacientes que buscam tratamento para depressão em Campinas, sobretudo em casos mais complexos.
Quem é o Dr. Lucas Giraldelli?
O Dr. Lucas Giraldelli é médico formado pela UNESP (Botucatu) e médico residente em Psiquiatria pela UNICAMP e atualmente está na pós-graduação em Psiquiatria Intervencionista na USP.

É fundador e sócio diretor clínico da MentalDoc Psiquiatria, atuando na liderança técnica da clínica e na implementação de protocolos assistenciais modernos.
Sua atuação é voltada principalmente para:
- Depressão resistente
- Transtornos psiquiátricos complexos
- Emergências em saúde mental
O que é depressão resistente ao tratamento?
A depressão resistente é definida como a falha terapêutica após o uso de dois ou mais antidepressivos adequados, em dose e tempo corretos.
Esse quadro pode levar a:
- Maior risco de suicídio
- Prejuízo funcional importante
- Cronificação dos sintomas
Segundo o CANMAT (Canadian Network for Mood and Anxiety Treatments), esses casos exigem estratégias mais avançadas.
Por que os antidepressivos tradicionais falham em alguns casos?
Os antidepressivos convencionais atuam principalmente nos sistemas de serotonina e noradrenalina.
Apesar de eficazes para muitos pacientes, apresentam limitações como:
- Demora no início do efeito
- Baixa taxa de remissão completa
- Ineficácia em casos graves
Essas limitações motivaram o desenvolvimento de tratamentos com novos mecanismos de ação.
Escetamina intranasal: tratamento inovador para depressão resistente
A escetamina intranasal atua no sistema glutamatérgico, promovendo rápida modulação da neuroplasticidade cerebral.
Seus principais diferenciais incluem:
- Ação rápida (horas a dias)
- Efeito em pacientes não responsivos a antidepressivos
- Redução rápida de sintomas graves
Estudos publicados no PubMed demonstram sua eficácia em depressão resistente.
🔗 https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30664697/
Para quem a escetamina é indicada?
O tratamento com escetamina pode ser indicado para:
- Depressão resistente ao tratamento
- Pacientes com múltiplas falhas terapêuticas
- Quadros com maior gravidade clínica
A aplicação deve ser feita em ambiente médico supervisionado, garantindo segurança e acompanhamento adequado.
Conclusão: novos caminhos para casos complexos
A depressão resistente exige mais do que tentativas repetidas de medicação. Exige estratégia, conhecimento e acesso a terapias avançadas.
A escetamina intranasal representa um avanço importante — mas seu uso deve estar inserido em um plano terapêutico estruturado e conduzido por equipe especializada.
Autor:
Este conteúdo foi elaborado por Dra. Jennyfer Domingues, médica psiquiatra, doutoranda pela UNICAMP e especialista em saúde mental aplicada à alta performance.
Com formação pela USP (FMRP) e residência médica em Psiquiatria pela UNICAMP, atua na interface entre neurociência, tomada de decisão e regulação emocional em contextos de alta exigência.
É diretora estratégica e cofundadora da MentalDoc Psiquiatria, onde lidera estratégias clínicas baseadas em evidência científica para o manejo de quadros complexos, incluindo depressão resistente ao tratamento.
Atua também na produção de conteúdos científicos e educacionais voltados à qualificação da prática psiquiátrica no Brasil.